quarta-feira, 23 de junho de 2010

A MYSTERIOUS PRINCESS


CATARINA, MY DEAR LOVE,
AS A NYMPH OF A MYSTERIOUS LAND,
FLYING A SHIIY AND MAGIC DOVE,
YOU ARE A PRINCESS OF MIGHT AND GRAND!...

IN A BUILDING YOUR BELOVED NEST,
LACES OF LOVE AND COMPREHENTION,
LIES YOUR FUTURE OF A HAPPY REST,
FULL OF BEAUTY AND IMAGINATION!...

WITH JOÃO PEDRO AS YOUR SOULMATE,
HAND IN HAND IN YOUR UNIQUE QUEST
AND TO BETTER THIS LIFE WITH NO END,
MAY GOD GRANT YOU A BLISSFUL CONQUEST!...

MATERA

sexta-feira, 18 de junho de 2010

POBRE PÁTRIA

OH MEU VELHO PORTUGAL
MANSO E DE ATRACÇÃO
TER OU NÃO TER É IGUAL
QUE IMPORTA É ILUSÃO.

TUDO ESTÁ DESCONTROLADO
DÍVIDAS MAIS DO QUE MUITAS
MUNDO DESARTICULADO
NUM POVO DE IDEIAS CURTAS.

MEU BOM DEUS OLHAI POR NÓS
E POR ESTE PORTUGAL
QUALQUER DIA ESTAMOS SÓS
NESTE MUNDO INFERNAL.


POESIA GRAVADA NUMA PEDRA ALGURES
NO TOPO DO MONTE WAKU-KUNGO EM ANGOLA


DESCE SE QUERES SUBIR
SOFRE SE QUERES GOZAR
CHORA SE QUERES SORRIR
PERDE SE QUERES GANHAR.

AUTOR DESCONHECIDO
F

FLOR MURCHA

ENVOLTA NA ESCURIDÃO
ENTRE O PRESENTE PASSADO
SEGUIA SEM ILUSÃO
UM VULTO DESAJEITADO.

NO SEU INSÓLITO PASSO
SEM QUALQUER MOTIVAÇÃO
LEVAVA NO SEU REGAÇO
UMA VIDA DE ILUSÃO.

DE GRANDEZAS ENVOLVIDA
EM BASES DE FANTASIA
SOB FALSA LUZ SEGUIDA
NEM NOTOU P'RA ONDE IA.

AGORA, VELHO CORCUNDA,
SEM SONHOS OU ILUSÕES,
UMA TRISTEZA PROFUNDA
PÕE TERMO A EXIBIÇÕES.

BEM JÁ GASTO E VENCIDO,
ARRASTADO PELO VENTO,
ACABA POR SER ESQUECIDO
E SERVIR DE BOM EXEMPLO.

ENTRE RUÍNAS LANÇADO
A AGRAVAR SEU TORMENTO
EM PÓ SERÁ TRANSFORMADO
P'RO SALVAR DE SOFRIMENTO.

A VIDA PARA SER VIDA
TEM PRINCÍPIO MEIO E FIM
E COM AMOR DIRIGIDA
FAZ-SE DELA UM JARDIM.


terça-feira, 8 de junho de 2010

BALADA À SELECÇÃO


De suor empapadas camisolas
Denotavam bem a luta que travaram
Por rapazes garbosos envergadas
Com brio e de lágrimas manchadas
Por Portugal que tanto sublimaram.

Adverso e cruel este Destino
Que uma vez nos defraudou
Mas que fez deste país tão pequenino
Um gigante de sorriso tão ladino
Que a todos que o viram encantou.

Grandes todos eles que vieram
Este "Europeu" connosco disputar
Mas o primeiro e grande tropeção
Serviu de aviso à nossa Selecção
E Portugal pôde então sonhar.

Rússia, Espanha, Inglaterra, Holanda
Um a um vencidos eles partiam
E o Hino que as gargantas entoaram
P'las varandas e janelas ecoaram
Nas bandeiras de um povo enlouquecido.

Mas o sonho não podia ser de rosa
Porque o "tal" Destino nos traíu
Por ironia a mesma selecção
Que nos causara aquele tropeção
Voltou, armadilhada... e venceu!

Desilusão tão grande como o sonho
Que Portugal inteiro construiu
Resta-noa afirmar que voltaremos
E por mais uma glória lutaremos
O sonho está vivo!... Não ruiu!
João Rosa Pinto
Cascais, Julho, 2004

"FORÇA PORTUGAL...DOS
TÍMIDOS NÃO REZA A HISTÓRIA"

"O PRÉMIO É SOMENTE DOS
QUE CRÊM E ACREDITAM".
ZÉ ROQUE
AVANÇA...AVANÇA... E ERGUE-TE
PARA CUIDARES DOS TEUS FILHOS
SEMPRE QUERIDOS E AMADOS.,.. zé roque
OS MENINOS DE LUANDA

Cai o cacimbo, na tarde acinzentada
Eu sigo a luz difusa do caminho
Gente que por mim passa, amargurada
A face entristecida e enrugada
A avó negra aconchega seu netinho.

Passo um vulto 'inda envolto na neblina
Dois ohitos que brilham, mas sem 'sperança
Vestido esfarrapado de menina
Que estende uma mãozinha pequenina
Vislumbro um rosto triste de criança.

Mal meto a mão no bolso para dar
Algo àquelas mãos assim estendidas
Logo surge outra e outra sem parar
Numa cadência infinda, de pasmar,
Mãos de criança, abertas, sempre erguidas.

Olhitos inocentes, tão abertos
Destas pobres crianças sem vintem
Que andam por ali...passos incertos
Sem rumo, sem um teto, descobeertos
Sem nunca conhecer...amor de Mãe!

Crescem só, sem amparo de ninguém
Na rua aprendem truques p'ra viver
Eles são "meninos-homens" pequeninos
Espertos, "mãos-ligeiras", tão ladinos,
Que pela vida passam a correr.

Na santa inocência desta idade
Há vultos que nas brumas do futuro
Saltam, correm, felizes de verdade,
Alheios a um Destino tão obscuro
Como o crepúsculo triste da cidade...
Maio de 1992
João Rosa Pinto

E vós
Filhos amados
De uma Pátria colossal,
Não racial,
Que souberam outrora
Rasgar o Mundo
Ao encontro de povos e nações,
Que, com dignidade, sublimaste,
Encantaste e adoraste
Em nome desta pequenina,
Mas grande e nobre Pátria,
Que chamaste de Portugal,
Para se tornar um berço
Racional e Universal...

Saibamos de novo dar as mãos,
Erguer os corações ao alto,
E receber nos nossos peitos
As mãos desses desejados irmãos
Espalhados por esse Mundo além
À procura de amor...e só amor,
A única força mais poderosa
Que une e aproxima os seres,
Ditos humanos...

ZÉ ROQUE