domingo, 26 de setembro de 2010

Visita ao Gerês





Oh que noite de luar
Brilhante como carvão
Vi corpos a atravessar
No meio da escuridão

O GPS dizia sim
O Filipe dizia não
E já no princípio do fim
Estalava a confusão.

Ao me desviar na estrada
Dum estúpido condutor
A Tereza ficou agastada
Tocada de mau humor.

Oh Zé Roque toma juízo
Não saias do alcatrão
Agora o que é preciso
É evitar a confusão.

Que raio de vida esta
E que desespero é o meu
Já sinto uma dor na testa
Com a fome que me deu.

Tudo parecia ir mal
Mas acabou na melhor
Chegamos às vinte e tal
Podendo ter sido pior.

Entramos logo num bar
Juntamos duas mesinhas
E para nos animar
Saem logo francesinhas.

Acompanhadas de galões
E bons finos à pressão
Estes esganados foliões
Atacaram com precisão.

Servido por fim o café
p'ra total excitamento;
por fim, já todos de pé
Procedemos ao pagamento.

As pernas, rolos de lama,
Olhos doridos e a arder
Ao me lançar sobre a cama
Nem dei por adormecer.

A viagem foi um sucesso
P'ra no futuro recordar
E ao grupo agora peço
Um poema a evocar.

O Zé Roque pilotou
A Tereza ressonava
O Tio Bento se calou
Enquanto Filipe falava.

SONHOS PERVERSOS


E AS ÁGUAS DOS RIOS SE UNIRAM
NUM OCEANO PLENO DE AMOR;
NOSSOS CORAÇÕES SE FUNDIRAM
SOB O OLHAR PURO DO SENHOR.

DO FUNDO DA MINHA ALMA,
TAL OCEANO PROFUNDO, CAVERNOSO,
VI SURGIR COM TODA A CALMA
O TEU ROSTO BELO E FORMOSO.

LÁ NO ALTO, UMA NUVEM SE ALINDOU
P'RA NOS MEUS BRAÇOS SE ACONCHEGAR:
QUE SONHO LINDO NA MENTE COMEÇOU
NO INSTANTE DE TEU CORPO AFAGAR.

ESSES SONHOS LOUCOS, APAIXONADOS,
FRUTOS TERRÍVEIS DE UMA ILUSÃO,
FORAM FRIAMENTE DESPEJADOS
NUM MAR LOUCO DE PERVERSÃO .
Zé Roque

terça-feira, 14 de setembro de 2010

PÁTRIA AMIGA


QUERO SER SÓ EU
DIFERENTE DUM TODO
POIS JESUS ME DEU
ALEGRIA A RODO..

SOU HOMEM BEM RICO
PRETENDO É SONHAR
AQUI EU NÃO FICO
TENHO D'ABALAR.

ADEUS PÁTRIA AMIGA
DEUS ME ESTÁ CHAMAR
ASSIM EU CONSIGA
MEUS SONHOS LEVAR.