
Ao escritor e poeta ANDRÉ MOA
Irmão meu
Através da minha querida Dad, nossa comum amiga, tive a satisfação e o prazer de conhecer o seu blog a que hoje vou expressar o meu sentir, após sua leitura e profunda meditação.
Não o fiz mais cedo em virtuda da minha ignorância ao penetrar no mundo mágico dos computadores, cuja ciência, quase me ultrapassa. Hoje, ultrapassada essa barreira da ignorância, conhecidos os meandros principais dessa "ferramenta preciosa" , tive uma vontade férrea de me debruçar, atentamente, na leitura da sua "mensagem" a que superiormente intitulou de “Diário de um paciente”. Acredite-me que, com avidez, li e reli todo o seu conteúdo com extrema avidez. Foram páginas que me deixaram a meditar, face à carga e grandeza espiritual nela envolvida, ao seu humor, ao modo como dá vida à vida, ao calor das palavras e o sentido colorido que elas transmitem. Só seres dotados, esclarecidos, fortemente marcados, conseguem alcançar ou ultrapassar metas que não estão ou são acessíveis a todos os mortais que neste mundo labutam na esperança de atingir um futuro, um fim, uma meta mais risonho e coerente.
A sua mensagem é um alerta, um despertar que orienta e aconselha as consciências mais distraídas, mais negativas, menos floridas, a dar um pouco mais de cor e brilho à vida, para assim lutarem, de coração aberto, contra as adversidades e a ideia de um destino marcado e há muito tempo talhado… Há que saber lutar, há que vencer até o próprio destino!...
Pelas suas palavras, um Bem-Haja, muito meu, pelo hino de amor à vida que nelas sabe transmitir. Peço-lhe que não pare de escrever pois há sempre um alguém que necessita de meditar e compreender suas palavras, já que, uma só, poderá salvar a vida de um irmão menos iluminado.
Eu, um eterno sonhador, jovem já bastante corroído pelas primaveras que por mim passaram, que vivi longos ocasos numa África encantadora, atraente e inesquecível, a nossa Angola, aprendi a estender, com humildade, minha mão ao próximo, ao meu irmão, olhando-o somente para a cor do seu coração. Tornei-me, de menino mimado e irrequieto, num ser que hoje se preocupa com o sofrimento alheio no sentido de tentar obter para todos uma solução, às vezes quase sem solução, face ao descalabro espiritual que apresentam.
Mas, na vida, há sempre um caminho novo e iluminado, que poderá ser alcançado ou desvendado, assim nossos olhos deixem de estar fechados.
Obra difícil!... Mas não impossível.
Sou católico, não de Igreja, mas de princípios e de acção, tendo vivido em países onde me habituei a contactar e respeitar todos os seres, todos os credos e todas as políticas.
Essa minha peregrinação, essa minha entrega, tornou-se para mim uma evidência, após me ter de um estado de coma libertado.
De regresso trouxe, na bagagem, uma alegria imensa de viver e saber viver esta minha vida que de novo me ofereceram para poder partilhar com os irmãos nesta nova passagem que espero seja ainda longa e frutuosa. Da morte jamais terei receio por ser assunto que não está ao meu alcance resolver… Por isso, penso na vida e no dia de hoje, com o intuito de retirar dela todo o seu sabor, todos os seus frutos deliciosos nunca esquecendo que teremos de plantar para colher.
A terminar este meu desabafo dedico-lhe com profunda dedicação, esta minha poesia, que fiz a altas horas da noite, inspirado no silêncio profundo que me envolvia, tendo como fundo as águas tranquilas do Tejo, o Céu e as estrelas que por ele estão espalhadas.
MIRAGEM
Eu, sou Maria a tua mãe
Disse-me uma voz a chamar
Em sons que vindos do Além
Me deixaram a cogitar.
Envolto de luz e amor
Logo me ensinou a rezar
Santo Pai Nosso com fervor
Antes de novo abalar.
Sua imagem me cativou
Seu encanto era tanto
Que meu coração me levou
Todo envolvido no seu manto.
Da imagem resta-me a luz
Nessa bendita aparição
Pois somente não vi Jesus
Durante tão terna visão.
Um abraço amigo do
ZÉ ROQUE