terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

PARTIDA



VI-TE PARTIR...A PARTIR!
COMO SE FOSSE VISÃO!
VI-TE FUGIR...A FUGIR!
P'RA MAL DO MEU CORAÇÃO.

VI-TE A CORRER PARA LONGE
COM REAL DESILUSÂO
FICANDO EU COMO MONGE
ENLEADO A UMA PAIXÃO,

OS MEUS OLHOS TE SEGUIRAM
NOS MEUS BRAÇOS A DOR FICOU;
ÓDIO E AMOR SE UNIRAM
JÁ QUE EM MIM TUDO ACABOU...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

PENSAMENTOS SOLTOS - 9

--A um bem conhecido chefe espiritual foi-lhe
apresentada a seguinte questão:
"O que mais o surpreende na Humanidade?..."
--Meditou, meditou... e, por fim.respondeu:
Os homens, os homens...
"Porque perdem a saúde para juntar dinheiro e,
depois, perdem o dinheiro para recuperar a saúda..."
"Porque pensam anciosamente no futuro, esquecendo
o presente de tal forma que acabam por não viver
nem o presente nem o futuro..."
"Porque vivem como se nunca fossem morrer e...
morrem como se nunca tivessem vivido!..."

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

PENSAMENTOS SOLTOS - 8

da minha MATERA.

Como música de criança,
O sublime da Tua palavra,
É cântico no meu coração...

ENSAIO - 1

NA JUVENTUDE...O FUTURO.

São 3 horas da manhã do dia 19 de Agosto de qualquer ano ano da Era de Cristo.
Uma noite qualquer, uma sexta-feira normal, que se apresentava fresca, suavemente ventosa e demasiadamente escura.
Olho ao longe o espaço, através da janela do apartamento situado algures numa vila de Portugal.
O que vislumbro, ao redor, está envolto em profunda escuridão, parecendo pretender ocultar algo que meus sentidos não conseguem decifrar ou alcançar, nesta calma e silenciosa noite que me faz mergulhar em profunda cogitação, faca à ausência de ruído.
Como gostaria de me tonar numa avezinha!... Saltar do parapeito da janela e poder voar, voar, voar até ao além longínquo, que os meus olhos já não conseguem alcançar, mas que o pensamento pretende atingir!...
Mas, tudo isto, não se trata de uma sensação onírica ou algo envolto num sonho difícil de se tornar pura realidade? Seria possível a um mortal como eu vestir a pele de um astronauta ou cientista de renome, saltar para o espaço, ultrapassar a zona de atracção e atingir planetas distantes... inantigíveis pelo meu sonho e inteligência?
Tudo me leva a meditar e crer, que ao penetrar nessa dimensão e ao atingir o solo desses longínquos planetas, dispersos no Universo, chegaria de novo ao limiar do meu sonho original, ao meu pensamento inicial, quem sabe se alguma vez real.
Poderia continuar a voar, voar, voar para o novo espaço profundo, onde tudo serão certamente sãs miragens, num mar de tranquilidade e silêncio absoluto?...
Arrastado por uma imaginação fértil e criadora, talvez atingisse todos esses patamares, todos esses planos, que se projectam no Infinito e que jamais estarão ao alcance dos mortais, mesmo os mais dotados.
Atingir ou ultrapassar esses limites penso ser obra exclusiva de uma Entidade Divina que nos gerou, criou e rege nossos destinos.
Tudo confuso, tudo imperceptível, tudo inacessível, tudo distante e transcendente para o meu humilde Ego...
Será tudo isto um sonho, vivido numa noite escura de um mês de Agosto de um qualquer ano? Para quê voar?... Para atingir o infinito desconhecido,com formas, contornos, paisagens, figuras, cores imagináveis e seres desconhecidos?...
Meu Deus, perdoa-me e ajuda-me a pôr freio às minhas divagações, aos meus sonhos e deixa-me atingir a realidade que tiveste a bondade de criar para me oferecer, para viver.
Ajuda-me sim e então, a conhecer bem o solo que piso, os irmãos que me circundam e a deliciar-me com as riquezas naturais que bondosamente nos ofereceste, as cores, os sons, o ar que respiramos e a luz do Sol que acalente nossas vidas, no seu dia-a-dia...
Saio da janela, instalo-me confortavelmente na cadeira, ligo a televisão internacional americana, que naquele preciso momento mostrava ao mundo a face serena de um Homem, algures numa Alemanha distante, todo trajado de branco, dentro de uma embarcação vulgar, deslizando num rio de águas serenas, acenando e distribuindo, pela multidão anónima e carenciada, atenções, carinhos, amor, ternura, sonhos, energia, gestos sublimes que eram recebidos com doçura, como flores belas e encantadas...
Essa multidão informe de jovens, oriundos dos mais distantes lugares da Terra, tudo recebiam com ardor e calor. Estavam anciosos por ouvir palavras simples, puras, isentas, vinda de um qualquer coração transparente, sem expedientes ou manhas, sem meias-palavras ou rodeios, que lhes iluminassem o rumo a trilhar nas suas vidas futuras, já que todos ou quase todos os
modelos vigentes para consumo se lhes apresentam completamente ultrapassados, distorcidos, confusos, fortemente materializados, negativos e incoerentes.
Fixei-me ao quadro com redobrada atenção.
Do observado concluí, num juízo meramente pessoal, mas objectivo, que estamos na alvorada de uma nova geração mais pura, mais orientada, mais segura, mais terna, mais cheia de amor e carinho, com melhores princípios e mais feliz.
Há que evitar a destruição e anulação do ser humano, pondo cobro aos princípios arrevezados em que nos pretendem envolver, aos caminhos endiabrados da dogra que pupulam à nossa volta.
É um problema grave que tem de ser meditado, estudado e analisado com objectividade, carinho e perseverança por todos os jovens, numa acção sincronizada e cheia de ternura, amor e compaixão pelos irmãos mais fracos, já apanhados pela teia.
Não, não é uma chamada de atenção ou aviso infundamentado. O alerta está lançado e a solução tem de ser alcançada, por VÓS, queridos jovens, para a salvação de todos nós, vossos irmãos...
Vêde com olhos bem abertos o que se passa em África, na Europa, nas Américas e no nosso torrão pátrio, à beira mar plantado, que nos foi deixado pelos nossos antepassados, após lutas e sacrifícios, com todo o amor e carinho.
Exausto e confuso, volto de novo à janela para respirar o ar puro da natureza.
Eram quatro e trinta da manhã. Uma brisa suave se levanta, cada vez mais doce, mais inigmática, produzindo na face uma sensação de carícia, de encanto...
Não teria esse vento suave, no seu murmúrio, a pretensão ou desejo de nos transmitir qualquer aviso, ou quem sabe um alerta, um acordar?...
Será que o modelo de consumo vigente trará ou fará a felicidade dos jovens ou os levará à realização dos seus sonhos para que foram criados?...
Certamente que não!...pois vejo os elos de ligação familiar de muitos deles a degradarem-se, as relações entre irmãos, colegas, vizinhos e amigos a definharem, os valores morais e éticos a ultrapassarem a barreira do indesejável e a resvalarem por níveis tão alarmantes que quase entro em pânico e com vontade de chorar!...
Jovens de todo o mundo...acordem por favor e o mais cedo possível!...
Abram os vossos corações e os vossos olhos e tentem, ao menos uma vez na vida, compreender, com amor, o que o Criador e a Mãe Natureza vos ofereceu com ternura, com encanto e pureza!...
Acabem com todas essas guerras vergonhosas, aniquiladoras e traumatizantes. Não deixem que vos tentem destruir, aniquilar, penhorar ou despedaçar as vossas vidas como calcinam impunemente as florestas que vos rodeiam, que vos deliciam, que vos dão gratuitamente o oxigénio que respiramos.
Se assim o não fizerem, por não acordarem a tempo, serão devorados pelo fogo e pela acção
nefasta de alguns seres não esclarecidos, indevidamente apoiados.
Jovens de todo o mundo, deixem-se de lutas mesquinhas e fraticidas, oiçam a voz da vossa razão, acolham com ternura e amor, nos vossos braços, o irmão que até vós chega, independente da sua condição económica, do seu grau de instrução, da sua religião, do seu credo político ou da pigmentação da sua pele, pois só no coração está a sua verdadeira côr.
Tornem-se bombeiros, salvadores de vidas, exemplos flagrantes de paz!.
Aprendam a oferecer e distribuir o amor que graciosamente receberam do Criador e do peito das vossas amantíssimas mães, ao vosso irmão, com carinho e uma entrega ecuménica de profunda tolerância, para nos tornarmos numa sociedade generosa e magnífica, tanto moral como espiritual, já que na...
..."JUVENTUDE...ESTÁ O FUTURO DA HUMANIDADE!..."

REFLEXÃO...

AMOR É VIDA,
MAS NEM SEMPRE...
A VIDA É AMOR!

PENSAMENTOS SOLTOS - 7

JUSTIÇA é o amor a agir
em diferentes dimensões
da nossa vida.
É um vasto campo onde podemos viver
e que tem, por estrema ou limite,
um ponto real que assinala onde
acabam os nossos direitos
e começam os nossos deveres...

PENSAMENTOS SOLTOS - 6

A VIDA é um direiro inerente
a todo o ser humano. Ninguém,
mas ninguém tem o direito e
muito menos o poder de
atentar contra a sua vida,
em qualquer do estágio
em que ele se encontre:
zigoto,feto,criança,adulto
ou mesmo velhinho, momento
em que tem de ser mais cuidado,
acariciado e respeitado...

PENSAMENTOS SOLTOS - 5

A felicidade é um estado de alma
independente da escuridão que nos rodeia
ou da frieza e injustiça desatinada
do meio que nos ladeia...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

PeENSAMENTOS SOLTOS - 4

"SABER CHORAR"

Saber chorar é um dom
Que exprime com dilecção
A verdade, a pureza,
De qualquer nobre coração...

domingo, 11 de fevereiro de 2007

...VELHINHA...

…VELHINHA…

Vi-te!
Ouvi-te!
Tive a felicidade de te encontrar!
Ao ver-te perdi-me nos teus olhos azuis,
Um azul celestial,
Raro!... Raro em tal animal!...
E, hoje , muitos anos passados...
vou recordar-te
Se nao me levares a mal...


Anos atrás, um amigo íntimo convidou-me a passar algum tempo numa sua fazenda de gado que possuia na Beira-Alta, pois tinha de lá ir construir um ovil e outras dependências para resguardar o gado durante a estação do inverno que naquelas paragens é bastante rigoroso.
Ponderado o assunto com a família, aceitei o convite e dois dias depois parti à aventura já que sempre me identifiquei bastante com a região, pois foi nela que, pela primeira vez, respirei o ar puro dos pinhais e o perfume pútrido emanado dos currais do "vivo".
Ali chegado fui apresentado a todos os trabalhadores da fazenda, caseiros e pastores, que me foram imediatamente mostrar o gado e o local onde iriam construir o ovil , para a protecção das ovelhas.
Uma noite, exausto e triste por me encontrar longe da família, dirigi-me até ao local onde procediam à tiragem do leite às ovelhas, quase todas brancas e possuidoras de longos e poderosos chifres.
Vi o estado de agitação em que se encontravam, não por sofrimento ou dor mas pela azáfama que todas viviam para chegar em primeiro, ao local de recolha mecânica do leite, onde iriam receber uma ração extremamente rica e saborosa, cheia de vitaminas e que devoravam em instantes, enquanto durava a operação.
Ao observá-las minuciosamente, para as poder identificar, dei com uma ovelhinha que se diferenciava de todas as outras pela cor preta .
Dirigi-me a ela, dei-lhe um pouco mais de ração que comeu com sofreguidão da minha mão, acaricieia e contempleia porque algo nela me encantava.
Que teria sido?… Até hoje procuro teimosamente o motivo desse fascínio, mas sem qualquer resultado!.…
Uma coisa é certa; algo me tocou profundamente e me atraiu àquela ovelhinha …
Recordo, com saudade o seu focinho pontiagudo, de linhas regulares e bem delineadas onde brilhavam como estrelas dois olhinhos dum azul celeste que jamais imaginaria ver nesta espécie animal e que jamais esquecerei.
Por entre a lã preta do focinho notei a existência de alguns cabelinhos brancos que teimosamente se evidenciavam dos outros pela sua postura e agressividade. Face a este quadro indaguei: será um animal jovem ou trata-se de uma velhinha?!…
Dessa divagação surgiu a ideia de a chamar "Velhinha", o que na realidade não era pois só tinha dois anos conforme vi na sua ficha de registo.
E, assim, a partir daquela noite, por gostar de animais e por me ter apaixonado pela sua graciosidade, tornou-se um hábito ir visità-la, levando-lhe sempre qualquer doçura ou um pedacinho de pão de que tanto gostava.
Um dia, quando as ovelhas se encontravam nos locais de pastagem, aproximei-me cautelosamente delas, já que os seus longos chifres são sempre um motivo de preocupação, e observei que a "velhinha" se dirigia velozmente no meu sentido.
Fiquei petrificado, face a desconhecer qual seria o seu comportamento. Não consigo, nem nunca conseguirei esquecer e traduzir por palavras o exemplo tão profundo de ternura , agradecimento e amor com que ela me brindou no momento do encontro, quem sabe se para agradecer todas as deferências que lhe tinha prestado e certamente não habituais para ela dum ser humano.
Airosamente, aproximou-se de mim, beijou minhas mãos com os seus lábios, acariciou seu corpo junto às minhas pernas e começou a balir, a balir, a balir…quem sabe se a pretender dizer-me algo que eu não conseguia compreender ou descodificar.
Afaguei-a, enchia de miminhos e, depois, fui colher uma maçã, fresca e soculenta, de uma árvore próxima, para lha oferecer.
A partir desse dia passei a deixar de a visitar à noite mas a encontrá-la, durante o dia, nos campos de pastagem, pois ela ao pressentir-me voava na minha direcção levando os pastores a comentarem, uns para os outros: ---"lá vem o ‘sor Antonio’, pois a sua amiga já está excitada e a correr para ele".
Acabado o tempo de permanência voltei de novo a Lisboa para me juntar à família, depois de me despedir da "velhinha" e ter feito um pedido ao meu Senhor para que a protegê-se para um dia a voltar a ver feliz.
Sonho de criança!… O proprietário, comerciante nato, materialista confesso, não esteve com mais demoras e, após terminada a campanha da recolha do leite deu ordem aos caseiros para proceder à venda de animais, já que seriam substituidos pelas crias.
Quatro meses depois voltei de novo à fazenda e logo que me foi possível dirigi-me aos pastos e aguardei a reacção da minha "velhinha".
Momentos depois comecei a sentir algo de estranho que me apertava o coração. Teria ela me esquecido ou encontrar-se-ia doente e fechada no redil ?…
Todo o meu juízo não passava de uma pura irrealidade confirmada ,breve momentos depois, pela informação dada pelo pastor "Manel", ao transmitir-me a triste notícia que a ovelha fora vendida para ser abatida para carne!…
Na altura não chorei por vergonha ou cobardia. Cambisbaixo, dirigi-me para a mata próxima e aí, sozinho e em voz alta , revoltei-me , libertando brados de agonia e dor pela amiguinha que tinha perdido…
E, hoje, confundido e perdido nesta nossa sociedade de consumo, peço ao meu Senhor para continuar a ter energia para recordar e cantar sua profunda dedIcação, pois era um ser inteligente, dócil, fino e extremamente carenciado de amor humano.
A terminar, lanço um apelo a todos os jovens, pilares de todo o nosso futuro, para que tentem compreender, respeitar,
acariciar e a amar todos os animais pois eles vos saberão dar, em troca, montanhas e montanhas de alegria e prazer…
"E HOJE COM TERNURA
RECORDANDO CERTOS MOMENTOS
REVIVO TUA DOÇURA
PELOS TEUS ENCANTAMENTOS"

sábado, 10 de fevereiro de 2007

CINDY MINHA

Vi-te partir...
Envolta no meu coração partido,
Acariciada pelo meu doce olhar
E purificada pelas minhas ternas lágrimas
Que do meu rosto corriam.

Sei que não estás longe de mim...
Sei que continuas,
Com ternura e delicadeza,
Só própria de ti,
A acariciar meu rosto
Com tuas patinhas de veludo,
A beijar minhas mãos
Que chegaram a ser
Mais tuas do que minhas...

Teus olhinhos
Guardados no meu baú da saudade
Seguir-me-ão até à eternidade,
Tal a bondade e doçura
Que deles brotava
Quando me olhavas,
Quando me acariciavas,
Quando me contemplavas...

Foste companheira dedicada,
Fonte de energia, sabedoria
E inspiração divinal...

Mas, eu vi-te sofrer
Teus peitinhos indiciavam,
Tempos graves,
Tragédias e desenlaces fatais...

E eles chegaram...
Com sapatinhos de veludo,
Indesejados, malditos
Crueis e tenebrosos!

Fiquei petrificado,
Sem sorriso nos lábios
E, o coração, despedaçado....

Perdi-te, mas não para sempre
Pois a tua imagem
Estará, junto de mim,
Bem presente,
Bem guardada.

Todas as noites estou contigo,
Todas as noites te vejo
E uma réstea de luz e crença
Me dá esperança que,
Um dia, de novo nor cruzaremos
Para completar a nossa amizade
E afeição entre dois seres
Tão distintos,
Tão diferentes,
Mas tão iguais na sua entrega
E amor mútuo...
Até breve!

domingo, 4 de fevereiro de 2007

PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS

Triste, sofredor,
Embalado na minha dor,
Sinto meu corpo,
Outrora encantos um
Hoje, vascilante ao peso da dor,
A pasmacear em redor,
Numa agitação obtusa
Esperando que sua ALMA
da matéria se liberte.

Curvado,
Exausto,
Quase cadáver...
Sinto meu corpo chegar
Às catacumbas celestes,
Abandonando aos ventos,
Por não os poder legar,
Ódios e pensamentos,
Fortunas e vís metais,
Frutos de tais desgraças
Que não devia levar.

E, já no portal da entrada,
inigmático e informal,
Silencioso e desconhecido,
De minhas vestes e corpo,
Sem qualquer valor,
Me livrei...
E, com uma ALMA cândida,
Em pura e bela rosa
Me transformei...

Assim...
Nua e despida,
Leve e liberta,
Pura e envolvida
Num perfume subtil
Vi minha alma
Voar...voar...
Em ricos sonhos enleada,
Como pétala encantada,
Pomba branca libertada,
Nessa hora de partida
E, num voo sublime,
Em mundo de luz foi lançada...

Mas... e o menino?
Aquele pedaço de amor
Que abandonei,
Com tristeza e dor,
No seio de rosas e eras
Com suas duas primaveras?...

Lá no fundo,
Nas entranhas do Paraíso,
Algo me esperava,
Nova Luz brilhava,
Novos mundos surgiram,
Novos tons davam brilho à cor,
Novos vultos se cruzavam
E minha Alma suspirava,
Não pela dor,
Mas pelo amor
Que para traz deixou...

Com ternura,
Sabedoria celestial,
E, por encanto,
Da morte me libertei,
Com o SENHOR eu fiz,
Um tratado efectuei,
As ordens tive de acatar
Para de regresso voltar.

E, ao permitir-me afinal
Um desejo paternal,
Autorizou-me o desempenho
De me tornar lavrador,
Deixar crescer essa árvore
Duma beleza real
Que depois de frutificar,
Em suas mãos vou deixar...

Agora, pronto para a partida
Mesmo rumo irei trilhar
Já que minha Alma encantada
Espera por TE abraçar...